Smart Challenge: Desafío de Integración Turística

Smart Challenge:  Desafío de Integración Turística

SMART CHALLENGE TURÍSTICO:

QUE INOVAÇÕES EMPRESARIAIS PODEM ACELERAR A INTEGRAÇÃO DA OFERTA TURÍSTICA DO CAMINHO DOS JESUÍTAS DA AMÉRICA DO SUL?

 

Um Desafio de Inovação pela Integração Turística Regional

 

iconoAberto até o 14 de Maio 2021

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está apoiando a cinco países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai), em uma estratégia de integração regional baseada no desenvolvimento de corredores produtivos, entre os que se encontra o corredor turístico jesuítico, um legado compartilhado pelos cinco países que se desenvolveu entre 1569 e 1773 e que continua vivo até hoje. O corredor inclui 55 sítios do patrimônio jesuítico, 19 deles declarados Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

As autoridades de turismo dos cinco países, em conjunto com o Grupo BID e com o apoio da Organização Mundial do Turismo, buscam identificar novas soluções de negócios capazes de acelerar a integração da oferta turística do Caminho dos Jesuítas da América do Sul (CJ).

Este Smart Challenge é uma aposta pela criatividade e inovação empresariais, visualizados como instrumentos para acelerar o desenvolvimento turístico integrado do legado jesuíta. Buscamos novas soluções empresariais que ajudem a superar um ou vários dos seguintes desafios de integração:

  • De caráter logístico/administrativo, como por exemplo a passagem por fronteiras, a diversidade de moedas, os diferentes requisitos para prestar serviços turísticos ou os diversos níveis de cobertura dos seguros turísticos em cada país;
  • De desenho da oferta turística, em relação ao qual é preciso ampliar os relatos e narrativas, assim como a oferta, garantindo a complementariedade das narrativas e experiências turísticas ofertadas nos distintos países;
  • De marketing, já que há uma heterogeneidade de marcas subnacionais e um posicionamento turístico ainda desigual e limitado;
  • De gestão, pela ausência de informação de mercado e déficit de capacidades técnicas;
  • De adequação do nível de investimento público-privado, para além dos ícones turísticos mais conhecidos;
  • De coordenação intersetorial e empresarial, para priorizar destinos, circuitos e mensagens difundidas no nível regional;
  • De necessidade de recuperação da crise com a adoção de novos paradigmas. O COVID-19 retardou planos de investimento e crescimento por parte das empresas turísticas face às restrições de mobilidade e à queda generalizada das chegadas turísticas. Portanto, é importante apresentar soluções integradoras, que acelerem a recuperação da atividade turística considerando os novos fatores determinantes da demanda (como a segurança sanitária).

Quem pode se candidatar

Poderão participar empresas de qualquer setor de atividade em fase de crescimento, legalmente constituídas em pelo menos um dos cinco países integrantes do CJ (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), que tenham uma proposta inovadora para acelerar a integração da oferta turística do CJ. Poderão ser pessoas físicas ou jurídicas, de acordo com a legislação de seus respectivos países.

Também se encoraja que essas empresas se apresentem com parceiros de qualquer um dos 48 países membros do BID, caso seja necessário fortalecer sua equipe ou a proposta de valor da solução empresarial. Nesse caso, a empresa localizada em um dos cinco países do CJ deverá liderar a proposta.

Prêmio
Pelo menos 5 propostas ganhadoras entrarão em um Programa de Aceleração Empresarial (PAE), gerenciado pela Wayra, com 12 semanas de duração e dividido em 4 etapas. O PAE prestará assessoria técnica, legal e comercial especializadas; mentorias personalizadas; dará acesso a clientes potenciais (B2B), a oportunidades de investimento e a redes de colaboradores regionais e internacionais; além de impulsionar o desenvolvimento do ecossistema empresarial necessário para viabilizar a proposta.

Para ser elegíveis, as soluções empresariais propostas deverão ter as seguintes características:

  1. Capacidade de acelerar a integração turística do CJ, propondo inovações empresariais para os desafios identificados ou outros que possam ser demonstrados na proposta apresentada. Será valorizada a capacidade de integração geográfica das propostas, não podendo ser apresentadas soluções empresariais com uma visão apenas nacional (ou seja, deverão incluir pelo menos dois países do CJ).
     
  2. Nível de inovação, seja em termos de novas narrativas e produtos turísticos, com propostas de adoção de solução tecnológica, ou por meio de novos processos empresariais. Um exemplo de inovação no desenho da oferta seria criar novas narrativas e experiências turísticas, como a da gastronomia missioneira nos diferentes países do CJ, cada experiência com identidade própria, mas complementares com o restante dos países. Um exemplo de inovação na adoção de novas tecnologias seria o uso de realidade aumentada ou virtual para a valorização de recursos jesuíticos. Outro exemplo de inovação para fazer frente ao desafio logístico do uso de diferentes moedas seria a adoção de tokens entre as companhias do CJ. Os projetos deverão detalhar o nível de inovação aportado por suas soluções empresariais.
     
  3. Nível de sustentabilidade, medida em termos de ações específicas e/ou recursos atribuídos a este âmbito no projeto empresarial, cuidando especialmente para a sustentabilidade ambiental, mas também considerando a inclusão social e os vínculos do turismo com as comunidades locais vulneráveis do CJ. Alguns exemplos de sustentabilidade ambiental seriam a redução do uso de recursos não renováveis, o incentivo ao consumo turístico responsável, a reciclagem, o reforço das conexões entre informação turística e ciência ambiental, entre outras possibilidades. Em termos de inclusão social, alguns exemplos seriam a formação profissional de grupos vulneráveis em destinos do CJ, a inclusão de pessoas com deficiência no sistema turístico etc.
     
  4. Potencial de escalabilidade e nível de replicabilidade em diferentes pontos do CJ.
     
  5. Solvência técnica e diversidade de perfis da equipe responsável pelo projeto proposto.

 

Para esclarecimento de dúvidas durante o call, entre em contato com smartchallenge@wayra.org

Fases do Challenge

  • Recebimento das candidaturas

    25 de março a 26 de abril
  • Open Day: Respondemos suas dúvidas

    9 de abril
  • Encerramento das candidaturas

    14 de Maio
  • Avaliação de projetos

    17 de Maio al 25 de Maio
  • Pitch de finalistas e anúncio de ganhadores

    28 de maio

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